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Segunda-feira, Novembro 23

Pesquisa inédita revela melhorias na saúde dos brasileiros


O Brasil pode estar livre da desnutrição infantil nos próximos 15 anos.

Segundo a pesquisa inédita Saúde Brasil 2008, do Ministério da Saúde (MS), o acesso à alimentação se traduz em índices como o aumento da estatura das crianças brasileiras, a diminuição do número de mortes de crianças menores de um ano de idade por diarréia, os avanços na cobertura e no acesso da assistência à gravidez, além de queda nas mortes por doenças cardiovasculares na população geral.


Mais informações: www.brasil.gov.br



Sexta-feira, Novembro 20

Cúpula Mundial da Alimentação define apoio à agricultura familiar




O deputado piauiense Nazareno Fonteles (PT), voltou de Roma na Itália, onde participou da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar, considerando o encontro positivo. O parlamentar ressaltou que, apesar de não conter metas e prazos bem definidos, a Declaração Final do evento reflete o compromisso da comunidade internacional de investir mais na produção de alimentos por meio da agricultura familiar, como estratégia para erradicar a fome o mais rápido possível.

Para interromper o crescimento do número de famintos, os líderes mundiais assumiram o compromisso de ampliar os investimentos nacionais e internacionais em agricultura, segurança alimentar e desenvolvimento rural. A decisão compreende mais recursos para fortalecer a agricultura familiar, aumentando a produção agrícola nos países em desenvolvimento. “Isso, além de reduzir a pobreza, vai levar segurança alimentar para todos”, diz o deputado.

Nazareno revela que o documento final da Cúpula adotou cinco princípios para garantir que a segurança alimentar e nutricional seja universalizada. O quinto desses princípios trata exatamente do compromisso com investimentos na agricultura local, valorizando hábitos alimentares regionais e movimentando a economia municipal. Na opinião do deputado o Brasil já vem fazendo isso e é por este motivo que o país alcançou tantos êxitos no combate à fome.

“No Brasil, nosso governo multiplicou os investimentos diretos na agricultura familiar e aprovou leis que trazem impactos positivos sobre este segmento, como a compra de alimentos da agricultura familiar para distribuição a escolas, hospitais, asilos e a grupos em situação de vulnerabilidade nutricional”, comemora. Segundo o parlamentar, tudo isso é muito importante pois valoriza os pequenos produtores, fortalece as comunidades interioranas e ainda faz chegar alimentos saudáveis às mesas de quem mais precisa, combatendo a fome e a desnutrição.

Sessenta chefes de Estado e de Governo e 191 ministros de 182 países e da Comunidade Européia participaram da Cúpula. Entre as personalidades participantes estiveram o papa Bento XVI e o presidente Lula. Além da Sessão Plenária, onde intervieram os países membros da FAO, e representantes de organismos internacionais e regionais, também foram realizados encontros anteriores à Cúpula para garantir que todas as vozes fossem escutadas. Uma Jornada Parlamentar foi realizada no dia 13 em Roma, e, também na capital italiana, um Fórum da Sociedade Civil foi celebrado entre os dias 14 e 16.

Congresso Nacional promulga o fim da DRU no orçamento da Educação

O Congresso Nacional promulgou no último dia 11, a proposta de Emenda à Constituição (PEC 59/09) que impede o corte de recursos orçamentário destinados à educação. A PEC retira, gradativamente, a Desvinculação das Receitas da União (DRU) do orçamento da Educação, até não mais ser cobrada, em 2011. Atualmente, o governo federal pode reter 20% de toda a arrecadação.

A proposta também exige educação básica obrigatória e gratuita dos 4 anos aos 17 anos de idade, a ser implementada, progressivamente, até 2016, nos termos do Plano Nacional de Educação, com apoio técnico e financeiro da União. O Estado deverá também propiciar atendimento ao educando em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.


O Congresso Nacional promulgou, no último dia 11, a proposta de Emenda à Constituição (PEC 59/09) que impede o corte de recursos orçamentário destinados à educação. A PEC retira, gradativamente, a Desvinculação das Receitas da União (DRU) do orçamento da Educação, até não mais ser cobrada, em 2011. Atualmente, o governo federal pode reter 20% de toda a arrecadação.


A proposta também exige educação básica obrigatória e gratuita dos 4 anos aos 17 anos de idade, a ser implementada, progressivamente, até 2016, nos termos do Plano Nacional de Educação, com apoio técnico e financeiro da União. O Estado deverá também propiciar atendimento ao educando em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.


Acrescenta


É possível dizer que este é o ano da Educação. Outro quesito voltado para a qualidade do ensino público é a nova Lei da Alimentação Escolar, que exige dos municípios a aplicação de no mínimo 30% do valor destinado por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PENAE) para adquirir produtos da agricultura familiar. Um grande incentivo para os pequenos agricultores, que também se estendeu para a alimentação escolar para o Ensino médio, abrangendo quase 50 milhões de estudantes no país.


O deputado piauiense Nazareno Fonteles (PT) enxerga o fim da DRU na Educação como um aliado da nova Lei da Alimentação Escolar “além dos 50% de aumento que o presidente Lula deverá dar para a alimentação escolar, os recursos antes retidos pela DRU serão mais que uma garantia de uma alimentação de qualidade”.


O que muda

O professor Luiz Araújo, mestre em políticas públicas em educação pela UnB, fez uma relação das mudanças promovidas no texto da emenda.

1°. Exclui a educação dos efeitos da Desvinculação das Receitas da União, sendo que em 2009 este bloqueio será de 12,5%, em 2010 será de 5% e será nulo em 2011. Antes da Emenda os recursos bloqueados representavam 20%. Isso significa que em 2010 ao invés de 10 bilhões de reais a DRU garfará apenas 2,5 bilhões.


2°. Estabelece que o ensino será obrigatório e gratuito dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, Hoje o ensino obrigatório é equivalente ao ensino fundamental (seis a quatorze anos). Esta obrigatoriedade deverá ser implementado progressivamente, até 2016, nos termos do Plano Nacional de Educação, com apoio técnico e financeiro da União.


3°. Alterou a redação do artigo 214 que passa a exigir que lei federal estabeleça plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam, dentre outras coisas, ao estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto.


O professor também descreveu as mudanças que ocorrerão na prática na vida dos brasileiros.

1°. O governo federal deixa de ter autorização pra desviar recursos da educação para o pagamento da dívida pública. Isso é muito positivo e seria ainda mais positivo se o Congresso tivesse extinto a DRU por completo, pois ela continuará garfando as demais áreas sociais. Há dúvidas se isso representará, pelo menos de imediato, mais recursos para o MEC, pois a quantidade de recursos ordinários não vinculados que é repassado é maior do que o valor a ser devolvido no momento. Isso acontece por que as obrigações fixas do MEC cresceram no último período, principalmente folha de pessoal das universidades e institutos federais e também devido a elevação da complementação da União ao Fundeb.


2°. Há positividade em colocar claro no texto que quase toda a educação básica é obrigatória, o que significa dizer que é dever inarredável do poder público, redação que aumentará a pressão social para que 1,5 milhão de crianças de quatro e cinco anos sejam incluídas na escola, pro exemplo. Porém, a aprovação deste dispositivo junto com a mudança das regras da DRU induziu a que fosse feito um discurso de que agora os recursos para a universalização da pré-escola e ensino médio estão garantidos. O dinheiro devolvido da DRU vai para o MEC e não existe na Emenda Constitucional garantias de que o mesmo será utilizado para este fim. Por enquanto só temos promessas do Ministro.


3°. A nova redação sobre o plano de educação é melhor do que a anterior, pois vincula o plano a criação de um sistema nacional de educação (objeto ainda impreciso no debate preparatório da Conae) e obriga que o mesmo estabeleça patamares do PIB a serem aplicados em educação, o que é também positivo.

Com informações da Agência Senado