Foram discutidos, entre outros temas, a organização de um novo modelo de agricultura irrigada; a construção institucional de um modelo industrial baseado em redes de pequenas e médias empresas, com a participação do Estado; a reformulação do ensino médio dentro de um novo projeto de colaboração federativa; e a elaboração institucional dos próximos passos das políticas sociais de transferência de renda.
De acordo com o deputado federal Nazareno Fonteles (PT/PI), um dos participantes do evento, "O ministro Mangabeira Unger demonstrou profundo conhecimento das questões políticas e sociais que envolvem o Nordeste e deixou claro que os problemas tem solução, desde que, como o próprio Mangabeira afirmou, seja realizado um projeto capaz não só de resolver os problemas do Nordeste, mas de resolvê-los de uma maneira que aponte caminhos para o Brasil. Essa é uma grande questão nacional. Não é apenas uma questão regional", declarou.
Um dos pontos que mais chamou a atenção na explanação do ministro de Assuntos Estratégicos, foi o reconhecimento de que a Região, atualmente, conta com muita ação empreendedora e cultural. "Precisamos aproveitar essa imensa vitalidade, esse acúmulo de vínculos associativos, esse dinamismo inventivo", disse Mangabeira.
Para o ministro, a construção de uma estratégia que seja ao mesmo tempo produtivista e democratizante para o Nordeste, sobretudo para o semi-árido, onde vive mais da metade da população Nordestina, é extremamente necessária para que a região não fique restrita a uma dinâmica concentradora de renda, de riqueza e de poder.
A expectativa, segundo o deputado Nazareno, é de que as iniciativas desenvolvidas para a região sirvam de modelo para todo o país, em especial no que se refere à ampliação de oportunidades econômicas e educativas.
Saídas
Na reunião, Mangabeira Unger disse para os deputados que o empreendedorismo e a inventividade técnica popular na Região devem ser cada vez mais valorizados e que o Nordeste não pode cair na ilusão do "pobrismo", que seria resolver os problemas com iniciativas de caráter artesanal, nem no "são-paulismo", que seria desenvolver a região instalando uma versão tardia do modelo de industrialização de São Paulo.O "pontilhismo" político, ou as inciativas pontuais, que seria "cada um defender o seu buscando incentivos e subsídios", também foi criticado pelo ministro .
Para construir uma saída para as dificuldades históricas no país, Unger defendeu uma concentração de esforços focada nas pequenas e médias empresas, organizadas em cooperativas, em uma empresa âncora ou pelo próprio governo.
Terra e Educação
Na agricultura, entre outras questões, Unger disse que é preciso reorganizar o mercado, libertando os produtores dos atravessadores e resguardando a agricultura contra o risco.
O ministro relatou ainda que já vem trabalhando com o Ministério da Educação para desenvolver uma nova escola média, a ser implementada primeiramente no Nordeste. Trata-se de um novo ensino geral, que priorize a análise, sem o "decoreba", e um ensino técnico voltado para o domínio de práticas, de acordo a explicação de Mangabeira.
Já na área de infraestrutura, o ministro disse que o governo já vem trabalhando na integração de bacias e na ligação ferroviária. "O Nordeste pode ser a nossa China, no sentido da inovação", comparou.
Em função de 2010 ser um ano eleitoral, Unger disse que é preciso agir rápido para dar andamento aos projetos ainda esse ano. O ministro vai se reunir com governadores do Nordeste, em Natal-RN, no dia 24 de abril.
De acordo com o deputado federal Nazareno Fonteles (PT/PI), um dos participantes do evento, "O ministro Mangabeira Unger demonstrou profundo conhecimento das questões políticas e sociais que envolvem o Nordeste e deixou claro que os problemas tem solução, desde que, como o próprio Mangabeira afirmou, seja realizado um projeto capaz não só de resolver os problemas do Nordeste, mas de resolvê-los de uma maneira que aponte caminhos para o Brasil. Essa é uma grande questão nacional. Não é apenas uma questão regional", declarou.
Um dos pontos que mais chamou a atenção na explanação do ministro de Assuntos Estratégicos, foi o reconhecimento de que a Região, atualmente, conta com muita ação empreendedora e cultural. "Precisamos aproveitar essa imensa vitalidade, esse acúmulo de vínculos associativos, esse dinamismo inventivo", disse Mangabeira.
Para o ministro, a construção de uma estratégia que seja ao mesmo tempo produtivista e democratizante para o Nordeste, sobretudo para o semi-árido, onde vive mais da metade da população Nordestina, é extremamente necessária para que a região não fique restrita a uma dinâmica concentradora de renda, de riqueza e de poder.
A expectativa, segundo o deputado Nazareno, é de que as iniciativas desenvolvidas para a região sirvam de modelo para todo o país, em especial no que se refere à ampliação de oportunidades econômicas e educativas.
Saídas
Na reunião, Mangabeira Unger disse para os deputados que o empreendedorismo e a inventividade técnica popular na Região devem ser cada vez mais valorizados e que o Nordeste não pode cair na ilusão do "pobrismo", que seria resolver os problemas com iniciativas de caráter artesanal, nem no "são-paulismo", que seria desenvolver a região instalando uma versão tardia do modelo de industrialização de São Paulo.O "pontilhismo" político, ou as inciativas pontuais, que seria "cada um defender o seu buscando incentivos e subsídios", também foi criticado pelo ministro .
Para construir uma saída para as dificuldades históricas no país, Unger defendeu uma concentração de esforços focada nas pequenas e médias empresas, organizadas em cooperativas, em uma empresa âncora ou pelo próprio governo.
Terra e Educação
Na agricultura, entre outras questões, Unger disse que é preciso reorganizar o mercado, libertando os produtores dos atravessadores e resguardando a agricultura contra o risco.
O ministro relatou ainda que já vem trabalhando com o Ministério da Educação para desenvolver uma nova escola média, a ser implementada primeiramente no Nordeste. Trata-se de um novo ensino geral, que priorize a análise, sem o "decoreba", e um ensino técnico voltado para o domínio de práticas, de acordo a explicação de Mangabeira.
Já na área de infraestrutura, o ministro disse que o governo já vem trabalhando na integração de bacias e na ligação ferroviária. "O Nordeste pode ser a nossa China, no sentido da inovação", comparou.
Em função de 2010 ser um ano eleitoral, Unger disse que é preciso agir rápido para dar andamento aos projetos ainda esse ano. O ministro vai se reunir com governadores do Nordeste, em Natal-RN, no dia 24 de abril.









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